segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sobre Itália X Paraguai; Japão X Camarões


Não me surpreendeu o empate entre Itália e Paraguai, 1 a 1. Os dois times são os favoritos a classificação no grupo F. que conta com a fraquíssima Nova Zelândia e a nada espetacular mais difícil Eslováquia, que se enfrentam amanhã.

Esperava um empate pela qualidade defensiva das seleções. O Paraguai mostrou isso nas eliminatórias e a Itália tem a defesa forte como marca histórica.

Já o Japão vencer Camarões foi uma surpresa. Ok, Camarões tem apenas Eto’o como jogador acima da média. Mas, ninguém – além dos japoneses- acreditava neles. A surpresa foi o esquema tático. Um inovador 4-1-4-1. Com marcação pressão na saída de bola adversária.

Se o Japão quiser repetir a Copa-2002 e chegar as oitavas vai ter que vencer a Dinamarca no último jogo. Pois, vencer a Holanda é quase impossível.

O palpiteiro:

Acertei em cheio no resultado de Itália e Paraguai. Na verdade acreditava no zero a zero, mas, um a um foi aceitável. O Japão, como já disse, surpreendeu. Acreditava na força de Eto’o, um erro. Ninguém joga sozinho, ainda mais em uma Copa do Mundo.

Amanhã, 15-06, teremos o maravilhoso Eslováquia x Nova Zelândia. Será marque aí, 1 a 0 para Eslováquia.

Costa do Marfim vencerá Portugal por dois a zero. Ainda falo de quem será os gols. Drogba e Gervinho.

Já o Brasil vencerá a coréia do Norte por 3 a 0. Gols de Luís Fabiano, Robinho e Kaká. Me cobre depois.

Escuta Professor:

Marcelo Lippi é técnico campeão do mundo com a Itália em 2006. E Lippi é um verdadeiro gato mestre. Não levou Totti e escala o time italiano com Gilardino e Iaquinta deixando Di Natali no banco. Marchisio não deve ser titular no lugar de Camoranesi. Coisa de gato mestre.

E no Paraguai o senhor Martino coloca Roque Santa Cruz no banco. Vai entender...

Holanda: perigosa mais ainda não brilhante


A Holanda venceu a Dinamarca por dois a zero. Sem o futebol brilhante, sem a marcação sobre pressão e sem Robben. Com Sneijder, Kuit e Van der Vaart apagados contra uma seleção de marcação eficiente com duas linhas de quatro. Van Persie solitário no ataque holandês pouco fez.

O gol contra de Agger no começo do 2º tempo, fez a Dinamarca partir para o ataque. O que abriu o jogo. A boa entrada de Elia também ajudou a definir o placar. A Holanda irá enfrentar duas defesas mais fracas agora. O que pode ajudar a acertar seu ataque.

E esperar que Robben se recupere para os confrontos decisivos. E com ele em campo e Robben melhorando suas atuações, a laranja mecânica tem tudo para chegar à semifinal pelo menos.

O palpiteiro:

É caixa: Holanda 2 x 0 Dinamarca.

Galvão: o que eles jogam é futebol, e dos melhores.


A seleção alemã entrou em campo sob desconfiança da mídia mundial. Também pudera sem Ballack – o capitão e líder – mais dois jogadores cortados por lesão e um suicídio nada parece ir a favor da esquadra alemã.

Mas, Joachim Löw montou um time rápido e habilidoso do meio para frente. Com Podolski recuado como meia, Schweinsteiger recuado como volante a Alemanha ganha qualidade nos passes. Klose no ataque é certeza de gols. A entrada de Ozil acrescentou ao time alemão habilidade e velocidade. A falta de Ballack foi substancial.

Os quatro a zero na Austrália é a mostra deste novo futebol alemão. Futebol multinacional, com três Poloneses, um brasileiro e um iugoslavo naturalizados no elenco. E todos jogam no ataque. Será que não tem atacante na Alemanha.

A Alemanha jogou até então o futebol mais vistoso e eficiente da Copa-2010. Calando a boca de alguns, como o Galvão Bueno. Que sempre que pode profere a frase: “eles jogam algo que não é, mais que se parece futebol”. É Galvão, eles jogam futebol, sim. E com muita classe além de serem – como sempre- competitivos. E neste ano Joachim Löw colocou o jovem time alemão para jogar para o ataque. O que é melhor para os espectadores de todo mundo.

Bom Galvão, o que falar da Alemanha agora. Acredita ainda que eles não joguem futebol? Saía do trono e veja as coisas com um pouco mais de imparcialidade. Como jornalista seria ótimo. Há aprender os nomes dos jogadores antes dos jogos (por mais difícil que sejam) também seria bom. E palpite de menos também... Ou melhor, Galvão faz um favor... Se aposenta.

O palpiteiro:

Acreditava na vitória alemã e de forma fácil, um 3 a 1. Mas, nunca de forma tão fácil. Foi 4 a 0 fora a posse de bola.

Não pude ver Gana e Sérvia nem o magnífico Argélia e Eslovênia por motivos pessoais. Mais acertei o placar de Eslovênia 1, Argélia 0. E esperava mais da Sérvia. E sabia que Gana tem um time competitivo com a defesa fraca. Por isso apostava no dois a dois. Foi um a zero para Gana, e o gol foi de pênalti.

A Eslovênia fez seus únicos três pontos nesta Copa, enquanto, a Argélia é apenas um saco de pancadas. Se não for goleada já estará no lucro.