terça-feira, 29 de junho de 2010

Fúria (?) x cavalo paraguaio (?)

O Paraguai é o pior time da América do Sul, e mesmo assim passou para as quartas de final. A sorte foi ter caído em uma chave e grupo que o favoreceu e a Itália que não jogou nada, abriu o caminho para o feito inédito.
O jogo contra o Japão foi feio e vencido injustamente nos pênaltis. Os japoneses jogaram melhor na prorrogação. Até por que, antes disso ninguém arriscou algo por medo de perder.
Foi o pior jogo das oitavas. E ainda assim foi melhor do que os jogos da França e os dois primeiros da Azzura.
A Espanha bateu a fraca seleção portuguesa por um à zero. Torres abriu demais o jogo pela direita e Xavi, Iniesta e Xabi Alonso não tiveram muito espaço pelo meio em frente à área de Portugal. Sérgio Ramos deixou uma avenida pelo lado direito, que Coentrão usou para cruzar na área da Fúria. Foi onde nasceram as melhores chances de Portugal.
O toque de bola demorou mais achou espaço para o gol de Villa, o craque da Espanha na Copa. Dois chutes para poder comemorar, depois de receber um toque incrível de Xavi.
Portugal foi o que se esperava, pelo menos, o que eu esperava. Se fechou e jogou como qualquer time pequeno. E Cristiano Ronaldo deixou claro para o mundo o que é, um bom jogador e ponto final. Fora isso são (muito) marketing e caretas, apenas.
O caminho para a semifinal é fácil para Espanha. A classificação depende dela apenas querer e para isso jogar sem medo de errar. Perder só por um acaso.

A Espanha tem fúria para ganhar a Copa? isso veremos nos próximos jogos. o Paraguai é um cavalo perdido fora do estábulo, apenas.

Jogo 4: Brasil x Chile

A infelicidade de Bielsa

Eu considero Bielsa um dos melhores técnicos do mundo. Gosto do seu jeito de por o time para jogar, sempre para frente e privilegiando a técnica. Infelizmente isso nem sempre dá certo. Não deu com a Argentina em 2002, que tinha um ótimo time, nem agora com o Chile, e sua melhor seleção em Copas.
E Bielsa deve estar pensando na sua falta de sorte contra o Brasil. Tudo dá errado para “El Louco” contra os canarinhos. Foi assim na Copa América em 2004, nas eliminatórias e nesta Copa.
O azar foi:
1°) o Brasil jogou sua melhor partida. Com Kaká quase em seu primor, Ramirez e Daniel Alves melhorando o meio de campo. Além, das habituais excelentes partidas da zaga brasileira.
2°) a falta de dois zagueiros e um volante, que o obrigou a colocar reservas que não são do mesmo nível.
3°) o próprio Bielsa errou ao não conter o ímpeto de seu time de atacar.

Todo isso culminou para mais uma goleada brasileira sobre os chilenos. Mas, volta com a cabeça erguida por ter feito uma Copa acima das expectativas.

Dunga passa seu time para as quartas e não poderá contar com Ramirez, suspenso. E o meio de campo poderá voltar a ser pragmático e lento com Kleberson, Gilberto ou Josué. O quem não importa. E isso contra a Holanda...
As ressalvas no Brasil são: Júlio Cesar continua em ótima fase. Gilberto Silva é uma parede invisível, joga para o time sem aparecer muito. Juan é um dos melhores zagueiros do mundo, forte e técnico, joga como poucos. Seu problema é falar pouco, como G. Silva, joga para o time não compromete jamais e faz seu parceiro jogar.
Nesta que entra Lúcio, o capitão é raçudo e bom zagueiro. Apenas esquece-se disso, às vezes. Quer sair para jogar e se tornar um Carlos Alberto Torres. Doce ilusão, só joga o que joga por ter um parceiro de zaga melhor do que ele. Na Inter, tem Samuel fixo e regular. Na seleção, tem Juan, e este dá a confiança para que Lúcio saia da zaga para fazer o que não sabe.
Pena que o mundo é injusto e todos falam mais de Lúcio do que de Juan.

A laranja dos resultados


A Holanda venceu por dois a um a Eslováquia devido aos seus craques, como sempre, e ao seu novo forma de jogar. Jogando bem e representando o bom futebol costumeiro da sua escola, a laranja mecânica agora vem com um novo pensamento. Vencer acima de tudo.
É pensando deste jeito que Robben e Sneijder levam a Holanda para enfrentar o Brasil. E para isso conta com o ótimo goleiro Stekelenburg, a experiência de Hintinga e Von Bronckhorst. A contenção com os bons De Jong e Van Bommel e no ataque Elia, Van Persie e Van de Vart para ajudar Robben e Sneijder a brilharem.
Se puderem eles jogaram bonito, por que sabem e gostam. Se não der, o importante é fazer história e isso se faz vencendo.

Habilidade alemã x sentimento argentino


Sim Tevez estava impedido no primeiro gol contra o México e sim se o juiz tivesse validado o gol de Ballack, teríamos outro jogo no segundo tempo. No caso do gol argentino, apesar de ter sido o primeiro gol do jogo, não acredito que o resultado seria diferente.
A Argentina ainda tentava se achar no jogo, e com certeza o faria. E o segundo gol chegou graças ao despreparo temperamental dos mexicanos. Aí foi fácil. O placar de 3 a 1 apenas não foi maior por que Javier Aguirre fechou o time para evitar uma goleada e quem sabe tentar o empate.
O jogo foi Tevez, pois Messi foi parado por três marcadores e muitas faltas duras. A zaga ficou mais forte com Otamendi na direita e Maxi Rodríguez no lugar de Verón. O problema é a centralização da zaga. Os lados ficam livres para os laterais adversários atacarem, sorte que o México não aproveitou.
Já no caso da Alemanha tudo poderia ser diferente. O gol de Lampard foi no único momento bom da Inglaterra no jogo. A Alemanha vencia por dois a um, uma ligação direta do goleiro para Klose no primeiro e um contra-ataque ataque no segundo. A reação inglesa veio e Gerrard cruzou para Upson diminuir. Um minuto depois um chute de fora da área e golaço de Lampard, abola bate no travessão e sai. Neur esperto rapidamente sai jogando, como se nada tivesse acontecido. O juiz não valida a bola que passou meio metro da linha.
Foi o banho de água fria no time de Capello, no segundo tempo mais dois contra-ataques rápidos e estava feita a goleada histórica. O time de Joachim Löw é a melhor Alemanha desde 90. E é muito mais técnico veloz e jovem. Isso graças à contusão de Ballack.
Nas quartas de final os tricampeões do mundo enfrentaram o time de Maradona. A Argentina do meio para frente é um time incrível, ainda mais se contar com Verón, além de ter Messi. O fator de desequilíbrio que não pode ser ignorado. A Alemanha tem um time mais coeso, um bom goleiro e uma zaga que passa mais confiança. O meio de campo é rápido, mas, não marca muito. Isso pode dar a liberdade que Dí Maria, Verón, Tevez precisam para ajudar Messi na articulação das jogadas ofensivas. No ataque Klose é matador e Copa do Mundo é seu torneio predileto. Só que Higuaín e Milito tem mais habilidade, o que dá ponto para a Argentina.
Será um grande jogo e com certeza daí sairá um dos finalistas desta Copa. Pode marcar.

A mística celeste x os tambores africanos


Uruguai e Gana foram um dos jogos das quartas de final. Os dois se classificaram vencendo seus jogos por 2 a 1, contra Coreia do Sul e EUA, respectivamente. A diferença fica que, a celeste venceu nos 90 minutos e os ganenses garantiram um africano com um gol na prorrogação.

Os dois jogos começaram quente devido a gols antes dos dez minutos. Os adversários se superaram, já que os coreanos e americanos começaram mal. Mas, conseguiram melhorar e empatar. E no fim não conseguiram segurar no caso da Coreia a tradição da celeste bi-campeã, e no caso dos EUA à força dos tambores africanos.

E agora veremos qual é a maior força: a tradição ou os tambores. Gana joga para ser o melhor africano na história. E o Uruguai tenta voltar a ser a seleção que foi nos primeiros mundiais.

É a força sul-americana contra o continente africano. Gana tem Gyan, Asamoah e Boateng, além do bom goleiro Kingson. Os uruguaios se garantem em Forlán e Suárez. O time africano é técnico e veloz. O Uruguai um time mais coeso, com o goleiro Muslera em ótima fase e um técnico mais experiente.

Mas, o psicológico é o fator que será determinante. Quem tiver a melhor cabeça será o classificado. As oitavas começaram com dois grandes jogos, mesmo sendo de zebras, e as quartas prometem em todos os jogos. A Copa pegou fogo e vai ser emocionante até a final, não importa quem que chegue lá.