
O golaço de Puyol foi à consagração do futebol-arte. A Espanha pode perder mais não foge de sua característica. A posse de bola e o zelo pelo futebol bonito acima de tudo. Não poderia ser diferente com Xavi, Iniesta, Xabi Alonso, Villa e Piqué no time, não poderia se esperar nada ao contrário.
Nada de chutão, ligação direta goleiro ataque. Tudo começa e termina no toque de bola. Se o adversário joga fechado, e muitos jogam assim contra a Espanha, o time roda a bola até achar um espaço. E não há vergonha de voltar tudo e recomeçar com Casillas.
O Barcelona joga assim há dois anos e venceu 80% dos campeonatos que disputou. Mas, isso não mudou a mentalidade dos técnicos pelo mundo. Como foi visto na Copa a defesa é a prioridade.
E somente a vitória da Espanha poderá fazer o futebol-arte voltar a ser o esquema preferido dos técnicos e times no mundo. Se a Espanha vencer é a única chance combater a mentalidade reforçada com a conquista italiana na última Copa.
Que o toque de bola, as jogadas bonitas, os dribles e a vontade de vencer prevaleçam. E times como a Alemanha que jogou com medo de perder não virem mais parâmetros.
O time de Joachim Löw quando jogou para frente tentando vencer foi espetacular. Mas, teve medo de perder e se fechou em demasia. Anulou Villa e teve sorte de Pedro não estar atento ao jogo e aos companheiros. Tomou um gol de cabeça do baixinho Puyol. Pois o castigo vem a galope.
A conquista espanhola consagrará também seu campeonato. Visto pelo mundo e disputado pelo maravilhoso Barcelona e o grande Real Madri. Dois dos melhores times do mundo a décadas. O campeonato dos jogos bonitos. Além de por na história o melhor selecionado que a Espanha já teve. Olé...
