quarta-feira, 7 de julho de 2010

A consagração do futebol-arte



O golaço de Puyol foi à consagração do futebol-arte. A Espanha pode perder mais não foge de sua característica. A posse de bola e o zelo pelo futebol bonito acima de tudo. Não poderia ser diferente com Xavi, Iniesta, Xabi Alonso, Villa e Piqué no time, não poderia se esperar nada ao contrário.

Nada de chutão, ligação direta goleiro ataque. Tudo começa e termina no toque de bola. Se o adversário joga fechado, e muitos jogam assim contra a Espanha, o time roda a bola até achar um espaço. E não há vergonha de voltar tudo e recomeçar com Casillas.

O Barcelona joga assim há dois anos e venceu 80% dos campeonatos que disputou. Mas, isso não mudou a mentalidade dos técnicos pelo mundo. Como foi visto na Copa a defesa é a prioridade.

E somente a vitória da Espanha poderá fazer o futebol-arte voltar a ser o esquema preferido dos técnicos e times no mundo. Se a Espanha vencer é a única chance combater a mentalidade reforçada com a conquista italiana na última Copa.
Que o toque de bola, as jogadas bonitas, os dribles e a vontade de vencer prevaleçam. E times como a Alemanha que jogou com medo de perder não virem mais parâmetros.

O time de Joachim Löw quando jogou para frente tentando vencer foi espetacular. Mas, teve medo de perder e se fechou em demasia. Anulou Villa e teve sorte de Pedro não estar atento ao jogo e aos companheiros. Tomou um gol de cabeça do baixinho Puyol. Pois o castigo vem a galope.

A conquista espanhola consagrará também seu campeonato. Visto pelo mundo e disputado pelo maravilhoso Barcelona e o grande Real Madri. Dois dos melhores times do mundo a décadas. O campeonato dos jogos bonitos. Além de por na história o melhor selecionado que a Espanha já teve. Olé...

A consagração laranja


A seleção holandesa de 2010 não é um carrossel, como em 1974-78. Mas, o time de Sneijder e Robben já igualou o famoso time de Cruyff. Ao vencer o Uruguai de Forlán por 3 a 2 no mínimo serão vice-campeões, como em 74 e 78.

A diferença está na mentalidade do time. Do futebol-arte para o futebol-resultado. Têm craques que não são um Cruyff ou Van Basten, nem Kluyvert ou Bergkamp. Mas, os já citados Sneijder e Robben junto com bons jogadores, como: Kuyt, Elia, Van Pierse e Van Bronckhorst (que abriu o caminho para a final com um golaço).E a filosofia do técnico Bert Van Marwijk, pode fazer esta Holanda entrar para a história como um futebol vencedor e não apenas bonito.

A Holanda começa os jogos apertando até conseguir o gol. Depois se fecha e parte para contra-ataques. Resultando em jogos de placares apertados e sufoco no final.
A defesa é lenta por causa da idade, mas, tudo é compensado pela qualidade dos meias. Kuyt corre o tempo todo e aparece em todos os lados do campo. Robben sabe jogar como o jogo pede. Contra o Brasil tentou cavar faltas e expulsões, conseguiu os dois. E Sneijder é o craque do time. Acelera e cadencia o jogo quando é preciso, é mortal nas bolas paradas e não foge da responsabilidade.

Mesmo bem marcado precisa de apenas duas chances para matar o jogo em favor da Laranja Mecânica. E a experiência de Van Bommel e Bronckhorst é essencial nas horas de sufoco.

Agora o time que está invicto desde as eliminatórias precisa apenas de mais uma vitória para consertar a história, que foi maldosa com os carrosséis,de 1974/78 e ótimo time de 1998. E Marwijk, Robben e Sneijder prometem fazer isso no domingo.

O fim do sonho africano e o craque espanhol


Asamoh Gyan é o nome do craque de Gana. Ele teve a chance de fazer história na África colocando seu País nas semifinais. Seria o primeiro País africano a fazer tal feito.

E o pênalti no último segundo da prorrogação faria a justiça. Gana jogou melhor e o sufoco final foi compensado pela defesa de Suarez, que é atacante e não goleiro.
Gyan assumiu a responsabilidade de artilheiro e ídolo, bateu e perdeu o pênalti. O jogo foi decidido nos pênaltis e Gyan com coragem e personalidade bateu o primeiro pênalti. E converteu.

Isso não impediu que Gana fosse eliminada, a raça e a loucura de Abreu fizeram o Uruguai voltar a uma semifinal depois de 60 anos.
Nisso tudo se aprende que futebol é incrível por causa de seus pormenores. Suarez saiu como herói, assim com Loco Abreu. Tudo por que deu certo no final. E Gyan a você apenas um recado:

_ parabéns, apenas craques tentam definir o jogo. Apenas craques não amarelam. Apenas craques podem fazer a história mudar em dois lances. Parabéns pela coragem, personalidade e por ter feito Gana chegar tão longe. E você não é o único jogador principal do time a perder um pênalti decisivo, e nem será o ultimo. Ainda assim parabéns.

Villa, o toureiro

A Espanha chegou com estatos de favorita, pelo futebol que joga e por causa do título da Euro-08. E Fernando Torres era o referencial, o artilheiro. Era.
Pois, nesta Copa David Villa tem levado a Espanha a frente com seus gols e sua determinação. Artilheiro do mundial e principal candidato a craque da Copa, Villa que comemora como um toureiro fez mais uma vítima, o Paraguai.

O gol no fim foi por talento e esforço do time que joga bonito e ganha apertado. E agora é a Alemanha, o time sensação. E este foi o fim da sonhada mini-Copa América. Restou a mini-Euro tendo o Uruguai de convidado.

Vejamos quem passa...que venham as semifinais...

Avante Holanda, avante Espanha.