segunda-feira, 26 de julho de 2010

Próximas Copas e próxima seleção



Semanas turbulentas e corrida. Perdoem-me, mas, volto a falar de Copa. É que apenas queria deixar minhas sugestões para as futuras sedes de Copas.

Segue meus países e ano:

Brasil-2014
Inglaterra-2018
Austrália-2022
Rússia-2026
China-2030
Holanda/Bélgica ou Emirados Árabes Unidos-2034
EUA-2038
Espanha-2042
Argentina-2046
Turquia-2050

Segue um rodízio e países que poderão fazer a Copa sem problemas, desde que sejam marcadas antes. Pode-se fazer Copa na África, por que não na Austrália!!! E China pelo poder econômico, Argentina para voltar para a America do Sul e EUA para a consagração final do soccer. Nas Arábias pelo poder da grana e ostentação. Holanda junto com Bélgica pela história futebolística. Da Holanda, é claro. Mas, país pequeno divide para ficar legal.

E minha seleção hoje seria:

Goleiro: Julio César reservas= Fábio, Vitor

Lateral direito: Daniel Alves reserva= Maicon

Zagueiros: Thiago Silva e Luisão reservas: Miranda e André Silva

Lateral esquerdo: Marcelo reserva: Adriano da Silva

Volantes: Ramires reserva: Willians

Meias: Kaká e Ganso reservas: Felipe Coutinho e Sandro (este seria para reforçar a defesa se necessário)

Atacante lado direito: Robinho reserva: Neymar

Atacante lado esquerdo: Pato reserva: Tayson

Centroavante: Nilmar reserva: Fred

O time jogaria no 4-3-3 e se necessário 4-2-1-3.
Jogando para frente sempre e com jogadores leves e dribladores.


ps: perdão pela trilogia da consagração, foi sem querer.

terça-feira, 13 de julho de 2010

A CONSAGRAÇÃO DO PASSE



A vitória de Espanha sobre a Holanda não apenas a fez campeã mundial. Foi à consagração do passe. Não espere do time formado por Iniesta, Xavi, Xabi Alonso, Fábregas, Piquet, Busquets dribles ou lençóis. A Espanha foi feita para tocar a bola.
E tocando a bola se sagrou a oitava campeã mundial. Iniesta teve duas chances antes de fazer o gol que o fez herói. Muitos reclamariam, mas Del Bosque sabe que não pode fazer isso.

Muitos reclamam que a Espanha foi campeã com o menor número de gols marcados. Não é culpa dos passes (ou toques, como quiser chamar) e sim dos problemas físicos do homem gol do time. Se Torres estivesse em forma com certeza os placares seriam mais elásticos.

A vitória da Espanha foi à vitória do Barcelona. A base do time, tanto na forma de jogar quanto seus jogadores, são do time catalão. E o Barça é time mais vitorioso nos últimos três anos. Sei que dirás que perdeu a Champions para há Internazionale este ano. E que a Espanha venceu a Holanda na prorrogação. Mas, convenhamos que isso sejas futebol. E neste esporte irregular o melhor nem sempre vence. O que aconteceu ao Barcelona poderia ter acontecido à Espanha. Pelo bem do futebol não ocorreu.
O Barcelona é o melhor time do mundo na atualidade e a Espanha a melhor seleção e tudo graças ao passe. A diferença entre os dois são o goleiro. Casillas é muito melhor do que Valdez e no ataque. Torres deveria fazer o que Ibrahimovic e Eto’o faziam no Barça. Além de Messi é claro. Por que no Barça Messi e o atacante sabem que são eles que devem marcar os gols. Na Espanha Torres teria esse papel muito mais do que Villa, o artilheiro da seleção e da Copa.

A Copa é um evento muito grande e por isso esperemos que a forma catalã de jogar, que foi a forma espanhola nesta Copa, seja deveras imitada. Pelo bem do futebol. Tudo por que um time que toca bem a bola e tenta o gol sempre é um espetáculo tão bonito quanto um drible na lateral de campo.
Salve o jogo bonito do século XXI, salve o passe.

Forma errada

A Holanda era um time pragmático e menos vistoso que outrora. Concordo. Mas a forma como jogou a final foi ainda pior. O jogo truculento e faltoso foi uma covardia. Se tivesse enfrentado a Espanha tentando fazer o que sabe poderia ter vencido. Tudo dependia apenas de Defender como fizeram até ali. De Jong e Van Bommel ter jogado firme mais com respeito ao adversário como antes. E não a brutalidade que fizeram, em especial De Jong. Que foi um cavalo. O juiz foi covarde em não expulsá-lo no lance que afundou o pé no peito de Xabi.

Para você faltou sorte ou competência a Robben na frente de Casillas? O goleirão foi bem mais era para ter marcado, não? Pelo menos um craque marcaria, não acha?
Foi uma partida para se esquecer na história tão linda do futebol holandês.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A consagração do futebol-arte



O golaço de Puyol foi à consagração do futebol-arte. A Espanha pode perder mais não foge de sua característica. A posse de bola e o zelo pelo futebol bonito acima de tudo. Não poderia ser diferente com Xavi, Iniesta, Xabi Alonso, Villa e Piqué no time, não poderia se esperar nada ao contrário.

Nada de chutão, ligação direta goleiro ataque. Tudo começa e termina no toque de bola. Se o adversário joga fechado, e muitos jogam assim contra a Espanha, o time roda a bola até achar um espaço. E não há vergonha de voltar tudo e recomeçar com Casillas.

O Barcelona joga assim há dois anos e venceu 80% dos campeonatos que disputou. Mas, isso não mudou a mentalidade dos técnicos pelo mundo. Como foi visto na Copa a defesa é a prioridade.

E somente a vitória da Espanha poderá fazer o futebol-arte voltar a ser o esquema preferido dos técnicos e times no mundo. Se a Espanha vencer é a única chance combater a mentalidade reforçada com a conquista italiana na última Copa.
Que o toque de bola, as jogadas bonitas, os dribles e a vontade de vencer prevaleçam. E times como a Alemanha que jogou com medo de perder não virem mais parâmetros.

O time de Joachim Löw quando jogou para frente tentando vencer foi espetacular. Mas, teve medo de perder e se fechou em demasia. Anulou Villa e teve sorte de Pedro não estar atento ao jogo e aos companheiros. Tomou um gol de cabeça do baixinho Puyol. Pois o castigo vem a galope.

A conquista espanhola consagrará também seu campeonato. Visto pelo mundo e disputado pelo maravilhoso Barcelona e o grande Real Madri. Dois dos melhores times do mundo a décadas. O campeonato dos jogos bonitos. Além de por na história o melhor selecionado que a Espanha já teve. Olé...

A consagração laranja


A seleção holandesa de 2010 não é um carrossel, como em 1974-78. Mas, o time de Sneijder e Robben já igualou o famoso time de Cruyff. Ao vencer o Uruguai de Forlán por 3 a 2 no mínimo serão vice-campeões, como em 74 e 78.

A diferença está na mentalidade do time. Do futebol-arte para o futebol-resultado. Têm craques que não são um Cruyff ou Van Basten, nem Kluyvert ou Bergkamp. Mas, os já citados Sneijder e Robben junto com bons jogadores, como: Kuyt, Elia, Van Pierse e Van Bronckhorst (que abriu o caminho para a final com um golaço).E a filosofia do técnico Bert Van Marwijk, pode fazer esta Holanda entrar para a história como um futebol vencedor e não apenas bonito.

A Holanda começa os jogos apertando até conseguir o gol. Depois se fecha e parte para contra-ataques. Resultando em jogos de placares apertados e sufoco no final.
A defesa é lenta por causa da idade, mas, tudo é compensado pela qualidade dos meias. Kuyt corre o tempo todo e aparece em todos os lados do campo. Robben sabe jogar como o jogo pede. Contra o Brasil tentou cavar faltas e expulsões, conseguiu os dois. E Sneijder é o craque do time. Acelera e cadencia o jogo quando é preciso, é mortal nas bolas paradas e não foge da responsabilidade.

Mesmo bem marcado precisa de apenas duas chances para matar o jogo em favor da Laranja Mecânica. E a experiência de Van Bommel e Bronckhorst é essencial nas horas de sufoco.

Agora o time que está invicto desde as eliminatórias precisa apenas de mais uma vitória para consertar a história, que foi maldosa com os carrosséis,de 1974/78 e ótimo time de 1998. E Marwijk, Robben e Sneijder prometem fazer isso no domingo.

O fim do sonho africano e o craque espanhol


Asamoh Gyan é o nome do craque de Gana. Ele teve a chance de fazer história na África colocando seu País nas semifinais. Seria o primeiro País africano a fazer tal feito.

E o pênalti no último segundo da prorrogação faria a justiça. Gana jogou melhor e o sufoco final foi compensado pela defesa de Suarez, que é atacante e não goleiro.
Gyan assumiu a responsabilidade de artilheiro e ídolo, bateu e perdeu o pênalti. O jogo foi decidido nos pênaltis e Gyan com coragem e personalidade bateu o primeiro pênalti. E converteu.

Isso não impediu que Gana fosse eliminada, a raça e a loucura de Abreu fizeram o Uruguai voltar a uma semifinal depois de 60 anos.
Nisso tudo se aprende que futebol é incrível por causa de seus pormenores. Suarez saiu como herói, assim com Loco Abreu. Tudo por que deu certo no final. E Gyan a você apenas um recado:

_ parabéns, apenas craques tentam definir o jogo. Apenas craques não amarelam. Apenas craques podem fazer a história mudar em dois lances. Parabéns pela coragem, personalidade e por ter feito Gana chegar tão longe. E você não é o único jogador principal do time a perder um pênalti decisivo, e nem será o ultimo. Ainda assim parabéns.

Villa, o toureiro

A Espanha chegou com estatos de favorita, pelo futebol que joga e por causa do título da Euro-08. E Fernando Torres era o referencial, o artilheiro. Era.
Pois, nesta Copa David Villa tem levado a Espanha a frente com seus gols e sua determinação. Artilheiro do mundial e principal candidato a craque da Copa, Villa que comemora como um toureiro fez mais uma vítima, o Paraguai.

O gol no fim foi por talento e esforço do time que joga bonito e ganha apertado. E agora é a Alemanha, o time sensação. E este foi o fim da sonhada mini-Copa América. Restou a mini-Euro tendo o Uruguai de convidado.

Vejamos quem passa...que venham as semifinais...

Avante Holanda, avante Espanha.

sábado, 3 de julho de 2010

A VITÓRIA DA EFICIÊNCIA ALEMÃ


A Alemanha venceu a Argentina por quatro a zero. Sempre candidata ao título pela força da sua história, a seleção alemã mostra nesta Copa a habitual eficiência com uma habilidade jamais vista.
O gol aos dois minutos foi essencial para que o time de Joachim Löw fizesse o jogo como queria. Com o maestro Schweinsteiger comandando o meio de campo tudo saiu tranqüilo para a Alemanha. Ainda mais com um jogo perfeito da zaga, graças a Friedrich e Metersacker.
A Argentina não teve meio de campo, Dí Maria e Maxi Rodrigues abriam demais. Messi marcado sempre por dois adversário ficou inoperante. Híguain isolado.
A zaga portenha é uma peneira. E sem Samuel tudo piorou. Demichelis e Burdisso não marcam bem. E Otamendi é muito fraco. Este deve ser o Filipe Melo deles. Errou no primeiro gol, fazendo a falta e não marcando Müller, e no terceiro.
Maradona errou. Faltou Verón o meio para ajudar Messi fazer a bola chegar ao ataque. Pibe errou também em deixar Schweinsteiger livre. O volante alemão marcou e armou o jogo. Faltou um Schweinsteiger na Argentina. A tentativa de imitar o esquema do Barcelona falhou por que Dí Maria e Maxi não jogam como Iniesta e Xavi. E faltaram laterais apoiando, como o no Barça, para abrir o jogo.
Os hermanos jogaram com a cabeça erguida. Falharam em dar os contra-ataques que Schweinsteiger e companhia queriam. E isso foi fatal e Klose não perdoou dois gols, para se tornar o maior artilheiro alemão na história das Copas.
A Argentina de Messi e Maradona vai para casa. Eliminada pela seleção sensação da Copa. A Alemanha trouxe ao mundial um futebol compacto, habilidoso e veloz. E hoje se consolidou como o principal candidato ao título.
Que se cuide Espanha, Uruguai, Holanda ou Paraguai, pois, a tradicional e eficiente Alemanha está imbatível. Com marcação precisa, saída de bola precisa e contra-ataque fulminante, além do matador Klose na busca de ser o maior artilheiro das Copas.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

JOGO 5: BRASIL X HOLANDA


Procurando culpados

A desclassificação da seleção brasileira foi culpa de quem?
Do Dunga, com sua convocação fraca? Da péssima escolha na formação dos convocados? Da falta de ousadia, depois de tomar o segundo gol? De fazer a seleção jogar contra tudo e todos?
Da falha do Júlio César no primeiro gol?
Do Lúcio, que não marca direito e mostrou isso no jogo contra a Holanda?
Ou é tudo culpa do controverso e combatido, Felipe Melo?
Uma derrota pode acontecer por vários motivos, e na derrota vemos os erros de todos. E na vitória esquecemos todas as falhas, de quem quer que seja.
Não venho tripudiar ou escolher vilões. Se ler todos os comentários constataram que eu não acreditava nesta seleção. Achava e acho que o esquema de jogo era muito reto. Sem soluções para momentos críticos.
As certezas foram as que falharam. As incertezas surpreenderam.
Julio César: foi espetacular, falhou em dois dos três gols tomados nesta Copa. Seria o cansaço? um dos poucos que tem crédito.
Maicon: é bom na defesa e tem um bom apoio. Mas, some em alguns momentos.
Lúcio: ótimo zagueiro quis enfeitar na Copa e deixou a zaga desprotegida. Duvida? Veja os gols tomados do Brasil e veja quem falhou ou não fechou direito. O capitão sempre foi o protagonista destes lances.
Juan: o melhor zagueiro do Brasil jogou por ele e pelo companheiro. Foi único regular e exemplar.
M. Bastos: Jogou o que pode e quando pode. Não é lateral há tempos. Sua convocação foi erro de outro.
Felipe Melo: nunca foi um primor, sei disso por ter visito o começo da sua carreira. Melhorou nos passes e piorou nas pegadas. Mistura raça com violência. Não merece jogar na seleção e na Juventus.
Gilberto Silva: fez uma Copa de veterano.Fez o que se esperava. Suprendente calou a boca da mídia.
Daniel Alves: o melhor lateral direito do mundo na seleção canarinho é reserva ou era. Jogou no meio e foi medíocre. Não era a dele.
Kaká: sobrou disposição e faltou futebol. E mesmo assim foi o melhor do ataque brasileiro. O que mostra a péssima atuação do nosso melhor setor.
Robinho: dois bonitos gols, com 80% de participação alheia, e nada. A desculpa pedalada no meio de campo e na lateral. E nervoso contra a Holanda. Improdutivo e medíocre como a maioria, a diferença é que se esperava que ele fosse o “diferencial”. Perdão pelo trocadilho.
Luis Fabiano: o banco na Copa seria o máximo que merecia. É bom jogador, mas, o Brasil (que teve no ataque Casagrande, Romário e Ronaldo) merecia mais, muito mais. E a fabula são paulina não é nada disso.
Os outros coitados nada puderam fazer.
E Dunga errou em não levar um meio de campo técnico e inteligente. Um atacante nota oito pelo menos, como Adriano e Fred.
Errou por ser coerente e fiel. Foi amigo na hora errada.
Faltou experiência no segundo tempo. Faltou comando dentro de campo. Faltou paciência. Faltou malandragem.
A Holanda soube jogar na falta de cabeça dos brasileiros e por isso se classificou.
Eu espero a final entre holandeses e argentinos. Minhas convicções são apenas pela consagração da história do futebol holandês e afirmação do craque argentino, Messi. É coisa de coração e razão. Para mim é acima do patriotismo falso de Copa, que a muitos atinge em quatro em quatro anos.
O Brasil sairia, eu esperava e sabia. E Saiu de cabeça erguida, diferente de 2006. Jogou o que podia, era uma seleção média e foi longe demais para tal.
Com todos os culpados e inocentes, pois assim se faz o futebol. Vencem todos juntos e companheiros; perdem todos iguais e separados.